Problema ou obstáculo? Como você reage aos acontecimentos da vida?

27 set 2019, Postado por Felipe Gregório

Gabriel Amorim – Crowder College

Na vida nem tudo sai como planejado, podemos ter foco, determinação, e fazer tudo conforme o figurino, mas não temos controle sobre nosso futuro.

Poderíamos seguir contando a história do estudante/atleta Gabriel Amorim, como feito em postagens anteriores, relatando um conto de fadas nos Estados Unidos.

Porém, usando o jargão tão famoso nas entrevistas de jogadores de futebol: A vida é uma caixinha de surpresas!

Batemos um papo com ele e fizemos uma retrospectiva e reflexão sobre tudo que passou nesse período conturbado de sua vida.

Quanto tempo durou desde o primeiro contato com a ID Sports, até embarcar para os EUA?

R: Minha trajetória na ID Sports começou em agosto de 2017. Durou exatamente 2 anos, mas com 4 meses na empresa eu já tinha uma boa proposta e não pensei duas vezes em aceitar. Infelizmente passei por duas situações complicadas que quase me fizeram desistir de tudo.

Conte um pouco sobre essas “situações” que o impediram de ir para os EUA após sua 1ª oferta de bolsa?

R: Primeiro foi a questão do visto americano, fui 3 vezes ao consulado americano do Rio de Janeiro e consegui ser reprovado em todas na entrevista para obtenção do visto de estudante (F1).

Depois disso, recebi a notícia de um grave problema de saúde do meu pai. Como lá em casa somos só eu, meu pai e minha mãe, tive que deixar de lado por um tempo os treinos e aulas de inglês para dar atenção total ao meu velho.

Se não fosse todo apoio da minha família e de toda equipe da ID Sports, hoje eu não estaria aqui tão orgulhoso de poder ajudar a Crowder College a chegar pela primeira vez entre as 10 melhores equipes de futebol universitário do país.

Como você está hoje, desde que desembarcou nos EUA até a data atual?

R: Desde que cheguei aqui, tudo tem acontecido como eu sempre sonhei.  O College me oferece uma estrutura excelente. Tanto na parte acadêmica quanto atlética.

Por ser o único brasileiro da equipe confesso que a maior dificuldade está sendo o idioma, mas dia após dia tenho evoluído meu inglês, já entendo bastante e me comunico bem. É incrível como estando em um país que fala a língua, frequentando as aulas e tendo relacionamento com nativos, a evolução é assustadoramente mais rápida.

Além do inglês, estou trabalhando muito o espanhol, pois tenho muitos “teammates” (companheiros de equipe) vindos da América Central e vizinhos sul-americanos.  Acho que é válido aprender outros idiomas, além do inglês. Isso em um futuro próximo pode ajudar bastante na minha carreira profissional.

Quanto ao “soccer” (futebol em inglês americano) não tive muita dificuldade em entender porque saí do Brasil bem instruído em relação a intensidade e o tipo de jogo que os treinadores gostam aqui nos Estados Unidos.

Dos 9 jogos que fizemos nesta temporada, 8 deles eu fui titular. Para quem está é um “freshman year” (atleta calouro) isso é ótimo.

Hoje, com apenas 3 meses aqui vejo que todo meu esforço foi recompensado. Tudo isso aqui é mágico. A sensação que eu tenho é que está passando muito rápido, por isso tenho aproveitado cada segundo. Esse sonho merece ser vivido intensamente.

 

Agora é com você, como enfrentar os percalços da vida? Como um problema, se vitimizando e lamentando ou encará-los como um obstáculo a ser superado?

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